junho 15, 2004

Quem é que disse que o país estava de tanga?

Número de milionários cresce mais em Portugal do que na Europa.
O número de milionários portugueses cresceu quatro por cento no ano passado, um número que representa quase o dobro da União Europeia (2,4 por cento) e quase metade da cifra a nível mundial (7,5 por cento), segundo um estudo da Capgemini e da Merril Lynch.
A crise internacional registada em 2003 não evitou que milhões de pessoas alcançassem activos financeiros de valor superior a um milhão de dólares (794 mil Euros).
O "World Wealth Report 2004" revela que há 7,7 milhões de pessoas no mundo com uma riqueza avaliada em 28.800 mil milhões de dólares (22.867 mil milhões de Euros).

Quem é que disse que o país estava de tanga?
O país não está de tanga, o povo é que está de tanga por ser conduzido por políticas de tanga.
A conta desta tanga há muitos a “safarem-se” como este estudo mostra.
Esta é a realidade nua e crua, o resto são promessas de justiça social......

Publicado por vmar em junho 15, 2004 03:50 PM
Comentários

A noção de milionário em termos estatísticos também não é muito rigorosa...
Ao preço a que estão as casas, em certas zonas de Lisboa, atrás de cada porta há um milionário!
Não me convenceu este dado...

Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em junho 15, 2004 05:24 PM

POIS...e o milionários..onde estão, onde estão...QUERO UM! hehehh WB

Afixado por: whiteball em junho 15, 2004 09:59 PM

A metamorfose operada por este governo, deu os resultados esperados.
Isto é, quem nada tinha com menos ficou.
Quem muito tinha mais ganhou.

Afixado por: jgonçalves em junho 15, 2004 10:48 PM

Francamente esta coisa da crise incomoda, já parece fazer parte duma "avé maria" dos media, onde podemos ver por exemplo uma queixosa do preço dos cinemas,ai meu deus que o cinema está caro, e porque não tenho dinheiro, olhe, comprei um home cinema.
A crise poderia ter-me impedido, se quisesse festejar o ano novo de modo airoso no passado ano novo, de alugar qualquer tipo de apartamento na serra da estrela, porque estava tudo ocupado por nacionais, e na madeira, porque estava tudo ocupado por portugueses.
Quando vou para o meu trabalho apanho o eletrico 15. Geralmente atraso-me porque os inumeros jipes param anarquicamente na berma da estrada, já para não falar dos diligentes escrotos que, com as suas camionetas e cheiro a sovaco fazem cargas e descargas com desdem pelos cretinos (dirão eles) que se metem no caminho deles (os do electrico por exemplo). Contudo, quando estes escrotos chegam a casa, rabujam, tiram uma bejeca do frigorifico, vêm tv até chegar a hora em que a companheira anuncia que o bacalhau à brás está pronto.
Depois de mais algumas cervejas a olhar para um qualquer programa, daqueles que danificam seriamente a inteligencia, venha a cama; maravilha!

Contudo há crise.
Mas os que estão em crise não aparecem na tv a serem entrevistados depois de levantar dinheiro no multibanco, de oculos escuros, dizendo que os tempos estão dificeis.
Os que estão em crise são anónimos e, embora não resolva nada a situação deles, humildes.
Os media não querem nada com esses labregos: não trazem audiencias palpaveis.
Podem ainda chocar alguma audiência, porque aquele quisto sebáceo que o homem tem no pescoço é muito desagradável de ver.

OBSERVAÇÃO: Desenvolver este tema pode tornar-se num diálogo caricato.

Afixado por: Luis Forte em junho 16, 2004 12:35 AM

Gostei da análise do Luís. Real. Temporânea. Verdadeira. Pobres cada vez mais pobres. Sentem a crise. Ricos que apenas falam de crises. Desconhecem a verdadeira acepção da palavra.

Afixado por: Alma em junho 16, 2004 02:42 AM

A opinião do Luís Forte é pertinente.
São anónimos, e por vezes envergonhados, aqueles que foram convidados a saltar do comboio do desenvolvimento e do sucesso, em andamento, como nos filmes.
Dos fracos não reza a história, e como, o principal palco, onde actualmente a história se desenrola, parece ser a televisão, há que manter essas criaturas, que não são carne nem peixe, que não são notícia flamejante, arredadas desse palco.
E como não existe «realidade palpável», fora do milagre televisivo, o bando de deserdados, que não para de aumentar, não existe, é ficção literária, ou coisa pior...

Afixado por: Rodrigo Ribeiro em junho 16, 2004 01:43 PM

Às vezes, muito raramente, tropeçamos estes "posts" destes e em comentários assim! É por estes momentos que vale bem a pena por cá andar!

Afixado por: carlos a.a. em junho 16, 2004 04:09 PM

Meu amigo estou de regresso ao fim de 3 dias de
quase silêncio por não querer utilizar o computador do serviço para este efeito. Quanto aos milionários, bem, basta por os olhos na pescaria feita ontem pela PSP, onde está incluido o filho de Leonor Beleza e a ex-mulher do Costinha, para se verificar que esta também é uma forma de se criarem milionários no nosso País. Quantos haverá que não o são por este processo. Essa estatística óbviamente não é apurável.

Afixado por: congeminações em junho 16, 2004 07:23 PM

Que se nacionalizem as fortunas destes gajos - ou pelo menos de alguma fortuna de alguns deles. Dava para pagar muita coisa neste país e não me refiro a estádios nem a organizações de eventos estúpidos como a Taça América.

http://www.newdemocracyproject.org/publications/book_on_bush/the_abcs_of_w.cfm

Afixado por: Dito Cujo em junho 20, 2004 03:15 AM